Com o objetivo de orientar os procedimentos administrativos e pedagógicos relativos ao Atendimento Escolar Domiciliar, seguem as etapas que deverão ser observadas pela equipe gestora, conforme as orientações constantes do Manual de Procedimentos de Vida Escolar 2026, páginas 141 e 142, da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
1. RECEBIMENTO DA SOLICITAÇÃO
A Direção da Escola deverá receber o requerimento formal apresentado pelos pais ou responsável legal pelo estudante ou pelo próprio estudante, quando maior de idade, solicitando o Atendimento Escolar Domiciliar.
O requerimento deverá estar acompanhado de relatório médico que indique:
A condição de saúde que impossibilita a frequência às aulas presenciais;
A necessidade de atendimento no ambiente domiciliar;
O período estimado de afastamento;
As condições necessárias para a realização das atividades escolares.
A documentação deverá ser tratada com confidencialidade, restringindo-se o acesso às informações de saúde aos profissionais que necessitem delas para a condução do procedimento.
2. ANÁLISE PRELIMINAR DA SITUAÇÃO ESCOLAR
Após o recebimento da solicitação, a equipe gestora deverá verificar a situação de matrícula do estudante, sua turma de origem, o ano/série em curso e as informações necessárias à organização do atendimento.
Conforme o Manual de Procedimentos de Vida Escolar 2026, na Rede Estadual de Ensino, o Atendimento Escolar Domiciliar aplica-se, em regra, às situações em que o estudante necessite permanecer afastado das aulas presenciais por período mínimo de seis meses, em razão de tratamento de saúde que implique permanência prolongada no ambiente domiciliar.
Nos afastamentos inferiores a esse período, a escola deverá analisar as medidas cabíveis, considerando a situação concreta, como atividades domiciliares, justificativa de faltas, compensação de ausências ou licença-saúde de estudante, conforme a regulamentação aplicável.
Importante: a escola não deverá presumir a concessão automática do atendimento apenas com a apresentação do relatório médico. O caso deverá ser instruído e submetido à análise e à autorização competentes, conforme o fluxo vigente.
3. REALIZAÇÃO DE REUNIÃO COM A FAMÍLIA
A Direção deverá organizar uma reunião com os responsáveis pelo estudante para compreender as necessidades apresentadas e esclarecer os procedimentos para a continuidade da escolarização.
Na reunião, deverão ser abordados:
A situação escolar e as necessidades pedagógicas do estudante;
As condições de realização das atividades no domicílio;
A organização do acompanhamento pedagógico;
A participação da família durante o atendimento;
As formas de comunicação entre a escola, o professor responsável e os responsáveis pelo estudante;
Os procedimentos para avaliação, registro das atividades e acompanhamento da aprendizagem.
As informações e os encaminhamentos deverão ser registrados formalmente, com identificação dos participantes e das providências acordadas.
4. INSTRUÇÃO DE EXPEDIENTE PRÓPRIO
A unidade escolar deverá organizar expediente administrativo específico, reunindo a documentação necessária à análise da solicitação.
O expediente deverá conter, conforme o caso e as exigências do fluxo vigente:
Requerimento formal de solicitação;
Relatório médico;
Registros da reunião realizada com a família;
Informações sobre a matrícula e a situação escolar do estudante;
Plano de Atendimento Individual — PAI;
Demais documentos exigidos para a análise e a autorização do atendimento.
A documentação deverá ser organizada e encaminhada pelos meios administrativos oficiais, observando-se as regras de proteção de dados pessoais e de guarda documental.
5. ELABORAÇÃO DO PLANO DE ATENDIMENTO INDIVIDUAL — PAI
A equipe escolar deverá elaborar o Plano de Atendimento Individual — PAI, contemplando a organização do acompanhamento pedagógico durante o período de afastamento.
O planejamento deverá considerar:
O currículo da turma de origem;
Os objetivos de aprendizagem prioritários;
A seleção e a organização das atividades pedagógicas;
As estratégias de ensino compatíveis com as condições de saúde do estudante;
A periodicidade e as formas de acompanhamento;
Os procedimentos de avaliação da aprendizagem;
A forma de comunicação entre o professor, a escola e a família;
Os registros necessários para monitorar o desenvolvimento do estudante.
O plano deverá assegurar a continuidade do processo de escolarização, sem representar dispensa das atividades pedagógicas ou aprovação automática.
6. ENCAMINHAMENTO À UNIDADE REGIONAL DE ENSINO
Após a instrução do expediente e a elaboração do PAI, a Direção deverá encaminhar a documentação à Unidade Regional de Ensino de Taubaté para análise e autorização, conforme o fluxo administrativo vigente.
A escola deverá acompanhar a tramitação e atender às eventuais solicitações de complementação documental ou de esclarecimentos.
Até a conclusão do procedimento, a equipe gestora deverá observar as orientações da Administração e não deverá apresentar a solicitação como atendimento formalmente autorizado antes da manifestação competente, quando esta for exigida.
7. ORGANIZAÇÃO DO ATENDIMENTO PEDAGÓGICO
Após a autorização, quando exigida, a unidade escolar deverá organizar a execução do atendimento, observando as orientações administrativas e pedagógicas aplicáveis.
O professor responsável deverá desenvolver as atividades conforme o currículo da turma de origem, considerando as adaptações necessárias à condição de saúde do estudante.
Deverão ser mantidos registros de:
Atividades pedagógicas propostas e realizadas;
Acompanhamento e frequência ao atendimento;
Avaliações aplicadas e resultados obtidos;
Dificuldades identificadas;
Avanços de aprendizagem;
Contatos e orientações realizados com a família.
A organização do atendimento deverá preservar o vínculo do estudante com a escola, a turma e o ano/série de matrícula.
8. PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA E CONDIÇÕES DE SEGURANÇA
Durante as aulas realizadas no domicílio, deverá haver presença permanente de familiar ou responsável indicado pela família, conforme estabelecido no Manual de Procedimentos de Vida Escolar 2026, garantindo condições adequadas de segurança, acolhimento e acompanhamento do estudante.
Caso essa condição não esteja assegurada, a escola deverá registrar a situação e comunicá-la à Unidade Regional de Ensino, para análise e reavaliação dos procedimentos necessários.
9. MANUTENÇÃO DOS REGISTROS ESCOLARES
A unidade escolar continuará responsável pela vida escolar do estudante, pela manutenção dos registros, pelo acompanhamento da aprendizagem, pela comunicação com a família e pela guarda da documentação.
Os documentos relativos à solicitação, à análise, à autorização, ao PAI e à execução do atendimento deverão ser arquivados no prontuário do estudante ou registrados no Prontuário Digital do Estudante — PDE, conforme os procedimentos vigentes.
10. ENCERRAMENTO DO ATENDIMENTO E REINTEGRAÇÃO ESCOLAR
Quando cessar a necessidade do atendimento domiciliar e houver condições para o retorno às aulas presenciais, a escola deverá formalizar o encerramento do atendimento e organizar a reintegração do estudante à rotina escolar.
A equipe gestora deverá:
Registrar formalmente a cessação do atendimento;
Atualizar os registros escolares pertinentes;
Organizar a retomada das atividades presenciais;
Identificar eventuais necessidades de recuperação ou recomposição das aprendizagens;
Orientar os professores quanto à continuidade do acompanhamento pedagógico;
Arquivar a documentação comprobatória do encerramento.
Nos casos em que o estudante estiver em ambiente hospitalar, deverá ser observada a regulamentação específica aplicável ao atendimento escolar hospitalar.
11. RESPONSABILIDADES DA DIREÇÃO ESCOLAR
Compete à Direção da Escola assegurar a adequada instrução do expediente, a interlocução com a família, a elaboração e o acompanhamento do PAI, o encaminhamento à Unidade Regional de Ensino quando exigido, a organização dos registros escolares e a continuidade do processo de escolarização.
A autorização e a execução do atendimento deverão observar as competências administrativas e os procedimentos estabelecidos pela Secretaria da Educação.
12. SÍNTESE DO FLUXO OPERACIONAL
Receber o requerimento e o relatório médico.
Analisar preliminarmente a situação escolar e o período estimado de afastamento.
Realizar reunião com a família.
Instruir expediente administrativo próprio.
Elaborar o Plano de Atendimento Individual — PAI.
Encaminhar a documentação à Unidade Regional de Ensino para análise e autorização, quando exigido.
Organizar o atendimento pedagógico após a autorização aplicável.
Manter registros de atividades, acompanhamento, frequência ao atendimento e avaliações.
Formalizar o encerramento e organizar a reintegração presencial.
Arquivar a documentação no prontuário do estudante ou no PDE, conforme o fluxo vigente.
Vanessa, solicito que os procedimentos sejam conduzidos com atenção à documentação, aos prazos, à proteção das informações pessoais e à garantia do direito à educação, mantendo-se a interlocução com a Supervisão de Ensino para os esclarecimentos e encaminhamentos que se fizerem necessários.
13. DISPOSITIVOS LEGAIS:

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